Garantir que cada recém-nascido e criança pequena cresça com saúde, segurança e acesso a cuidados adequados é uma das principais metas de saúde pública em Moçambique. Recentemente, o Governo lançou o Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil (PASI 2026–2030), uma estratégia abrangente concebida em parceria com o UNICEF, a União Europeia e organizações comunitárias. O objectivo central desta iniciativa é acelerar a redução de mortes evitáveis em crianças menores de cinco anos e consolidar uma rede sólida de cuidados materno-infantis em todos os distritos do país.
Metas claras para a protecção das crianças moçambicanas
De acordo com dados partilhados pelas autoridades de saúde, Moçambique regista actualmente uma taxa de mortalidade em menores de cinco anos em torno de 60 por 1.000 nados-vivos, enquanto a mortalidade no período neonatal se situa em cerca de 24 por 1.000. O novo plano estabelece metas decisivas até ao ano de 2030: reduzir esses indicadores para 25 e 12 por 1.000 nados-vivos, respectivamente.
Para alcançar essa transformação, o plano concentra esforços no reforço dos cuidados de saúde primários, na qualificação do atendimento materno e neonatal e na resposta rápida às principais causas de morbilidade infantil.
Pilares prioritários da estratégia nacional
A actuação delineada para os próximos anos envolve acções integradas que vão desde o acompanhamento da gravidez até aos primeiros anos de vida da criança. Entre os eixos fundamentais destacam-se:
- Atenção pré-natal e parto institucional: Acompanhamento regular da gestante para rastreio precoce de complicações, prevenção da malária e transmissão vertical de infecções, assegurando partos assistidos em ambiente seguro.
- Prevenção e tratamento atempado: Abordagem integrada de doenças comuns da infância, como infecções respiratórias (pneumonia), doenças diarreicas e malária, com disponibilidade de cuidados essenciais.
- Imunização sistemática: Manutenção de altas coberturas vacinais por meio do calendário de rotina e campanhas preventivas para proteger contra pólio, sarampo e outras patologias evitáveis.
- Nutrição e aleitamento: Promoção do aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e acompanhamento contínuo do crescimento para prevenir e tratar a malnutrição crónica e aguda.
O papel essencial da comunidade e das famílias
O sucesso das directrizes nacionais depende fortemente do envolvimento activo das famílias e líderes locais. Reconhecer os primeiros sinais de perigo — como febre persistente, dificuldade em respirar, recusa na alimentação ou apatia acentuada — permite que a criança receba avaliação clínica em tempo útil, evitando complicações graves.
Da mesma forma, o cumprimento rigoroso do calendário de vacinação infantil e a assiduidade nas consultas de puericultura são passos determinantes para que os avanços traçados nos planos estratégicos se traduzam em bem-estar palpável para as comunidades rurais e urbanas.
Perante qualquer sintoma de doença na criança, sinais de alerta na gravidez ou dúvidas sobre o calendário de vacinas, recomenda-se que a família procure prontamente a unidade sanitária mais próxima para receber orientação de um profissional de saúde qualificado.






